[UFMG 2009] No Brasil, travaram-se, recentemente, intensos debates a respeito das pesquisas que envolvem o uso de células-tronco para fins terapêuticos e da legislação que regulamenta esse uso.

Assinale, entre os seguintes argumentos mais freqüentemente apresentados nesses debates, aquele que, do ponto de vista biológico, é INCORRETO.

  1. O blastocisto a ser utilizado em tais pesquisas é um emaranhado de inúmeras células sem chance de desenvolvimento.
  2. O comércio de embriões assemelha-se muito àquele que põe à venda órgãos de crianças.
  3. O embrião, apesar do pequeno tamanho, contém toda a informação genética necessária ao desenvolvimento do organismo.
  4. O início da vida ocorre quando, a partir da fusão do óvulo com o espermatozoide, se forma o zigoto.


Resposta
O comércio de embriões assemelha-se muito àquele que põe à venda órgãos de crianças.

[Enem 2012] Pesticidas são contaminantes ambientais altamente tóxicos aos seres vivos e, geralmente, com grande persistência ambiental. A busca por novas formas de eliminação dos pesticidas tem aumentado nos últimos anos, uma vez que as técnicas atuais são economicamente dispendiosas e paliativas. A biorremediação de pesticidas utilizando microrganismos tem se mostrado uma técnica muito promissora para essa finalidade, por apresentar vantagens econômicas e ambientais.

Para ser utilizado nesta técnica promissora, um microrganismo deve ser capaz de

  1. transferir o contaminante do solo para a água.
  2. absorver o contaminante sem alterá-lo quimicamente.
  3. apresentar alta taxa de mutação ao longo das gerações.
  4. estimular o sistema imunológico do homem contra o contaminante.
  5. metabolizar o contaminante, liberando subprodutos menos tóxicos ou atóxicos.


Resposta
metabolizar o contaminante, liberando subprodutos menos tóxicos ou atóxicos.

[UFSM 2015] Alguns grupos de pesquisa brasileiros estão investigando bactérias resistentes a íons cloreto, como Thiobacillus prosperus, para tentar compreender seu mecanismo de resistência no nível genético e, se possível, futuramente transferir genes relacionados com a resistência a íons cloreto para bactérias não resistentes usadas em biolixiviação (um tipo de biorremediação de efluentes), como Acidithiobacillus ferrooxidans. Considerando as principais técnicas utilizadas atualmente em biologia molecular e engenharia genética, a transferência de genes específicos de uma espécie de bactéria para outra deve ser feita através

  1. de cruzamentos entre as duas espécies, produzindo um híbrido resistente a íons cloreto.
  2. da transferência para a bactéria não resistente de um plasmídeo recombinante, que contenha o gene de interesse previamente isolado da bactéria resistente, produzindo um Organismo Geneticamente Modificado (OGM).
  3. da transferência de todo o genoma da bactéria resistente para a nova bactéria, formando uma espécie nova de bactéria em que apenas o gene de interesse será ativado.
  4. da simples clonagem da bactéria resistente, sem a modificação da bactéria suscetível a íons cloreto.
  5. da combinação do genoma inteiro da bactéria suscetível com o genoma da bactéria resistente, formando um organismo quimérico, o que representa uma técnica muito simples em organismos sem parede celular, como as bactérias.


Resposta
da transferência para a bactéria não resistente de um plasmídeo recombinante, que contenha o gene de interesse previamente isolado da bactéria resistente, produzindo um Organismo Geneticamente Modificado (OGM).

[PUC-Campinas 2011]

Investigando o sistema olfativo dos camundongos, o biólogo brasileiro Fábio Papes, em parceria com o Instituto de Pesquisa Scripps, na Califórnia, notou que algo no odor exalado pelos predadores estimulava uma área nasal específica: o chamado órgão vomeronasal, uma estrutura formada por alguns milhares de células nervosas capazes de captar a informação química carregada pelo ar e transformá-la em impulsos elétricos, resultando nos impulsos cerebrais do medo.

Para descobrir se esse órgão participava apenas na identificação do cheiro dos predadores ou se atuava na identificação de outros odores desagradáveis, os testes foram repetidos expondo camundongos ao naftaleno, o principal componente das pastilhas de naftalina, liberado na queima da madeira e associado por animais ao odor do fogo. Tanto os roedores com vomeronasal ativo quanto os com órgão desativado (camundongos transgênicos), evitaram a gaze com naftaleno, sinal de que os neurônios desligados agiam na identificação dos inimigos naturais.

(Adaptado: Revista Pesquisa Fapesp, junho de 2010, p. 53)

De acordo com os resultados descritos no texto, é verdadeiro afirmar que

  1. os camundongos transgênicos seriam capazes de detectar predadores e também áreas onde há fogo.
  2. os resultados mostram que o órgão vomeronasal detecta especificamente a presença de naftaleno.
  3. o experimento não é conclusivo a respeito da capacidade de camundongos, normais e transgênicos, conseguirem detectar naftaleno.
  4. o experimento traz evidências de que o órgão vomeronasal detecta odores específicos de predadores.
  5. os camundongos transgênicos têm capacidades olfativas idênticas às dos camundongos normais.


Resposta
o experimento traz evidências de que o órgão vomeronasal detecta odores específicos de predadores.

 

[UEL 2011] Pesquisas recentes mostraram que células-tronco retiradas da medula óssea de indivíduos com problemas cardíacos foram capazes de reconstituir o músculo do coração, o que abre perspectivas de tratamento para pessoas com problemas cardíacos. Células-tronco também podem ser utilizadas no tratamento de doenças genéticas, como as doenças neuromusculares degenerativas.

A expectativa em torno da utilização das células-tronco decorre do fato de que essas células

  1. incorporam o genoma do tecido lesionado, desligando os genes deletérios.
  2. eliminam os genes causadores da doença no tecido lesionado, reproduzindo-se com facilidade.
  3. alteram a constituição genética do tecido lesionado, pelo alto grau de especialização.
  4. sofrem diferenciação, tornando-se parte integrante e funcional do tecido lesionado.
  5. fundem-se com o tecido lesionado, eliminando as possibilidades de rejeição imunológica.


Resposta
sofrem diferenciação, tornando-se parte integrante e funcional do tecido lesionado.
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